1949 - 2026
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
terça-feira, 11 de novembro de 2025
POWDERFINGER
Look out, Mama, there's a white boat comin' up the river
I think you'd better call John
'Cause it don't look like they're here to deliver the mail
And it's less than a mile away, I hope they didn't come to stay
It's got numbers on the side and a gun, and it's makin' big waves
Big John's been drinkin' since the river took Emmy Lou
So the powers that be left me here to do the thinkin'
And I just turned 22, I was wonderin' what to do
And the closer they got, the more those feelings grew
He said, "Red meant run, numbers add up to nothin'"
When the first shot hit the docks, I saw it comin'
Raised my rifle to my eye, never stopped to wonder why
Then I saw black, and my face splashed in the sky
Cover me with the thought that pulled the trigger
Just think of me as one you'd never figured
Would fade away so young, with so much left undone
Remember me to my love, I know I'll miss her
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
Caravelas (Elsa Bettencourt)
quinta-feira, 29 de maio de 2025
PICTURES OF YOU (lyrics)
I've been looking so long at these pictures of you
I've been living so long with my pictures of you
That I almost believe that the pictures are all I can feel
As I ran to your heart to be near
And we kissed as the sky fell in, holding you close
How I always held close in your fear
Remembering you running soft through the night
You were bigger and brighter and wider than snow
You screamed at the make-believe, screamed at the sky
And you finally found all your courage to let it all go
Crying for the death of your heart
You were stone white, so delicate
Lost in the cold
You were always so lost in the dark
Remembering you, how you used to be
Slow drowned, you were angels
So much more than everything
Hold for the last time then slip away quietly
Open my eyes, but I never see anything
I could have held on to your heart
If only I'd thought of the right words
I wouldn't be breaking apart all my pictures of you
But I never hold on to your heart
Looking so long for the words to be true
But always just breaking apart
My pictures of you
Than to feel you deep in my heart
There was nothing in the world that I ever wanted more
Than to never feel the breaking apart
My pictures of you
sábado, 9 de dezembro de 2023
FAIRYTALE OF NEW YORK - SINGING AND DANCING AT SHANE McGOWAN'S FUNERAL
sexta-feira, 1 de dezembro de 2023
FAIRYTALE OF NEW YORK
In the drunk tank
An old man said to me, won't see another one
And then he sang a song
The Rare Old Mountain Dew
I turned my face away
And dreamed about you
Came in eighteen to one
I've got a feeling
This year's for me and you
So happy Christmas
I love you baby
I can see a better time
When all our dreams come true
They've got rivers of gold
But the wind goes right through you
It's no place for the old
When you first took my hand
On a cold Christmas Eve
You promised me
Broadway was waiting for me
You were pretty
Queen of New York City
When the band finished playing
They howled out for more
Sinatra was swinging
All the drunks they were singing
We kissed on a corner
Then danced through the night
Were singing Galway Bay
And the bells were ringing out
For Christmas day
You're a punk
You're an old slut on junk
Lying there almost dead on a drip in that bed
You scumbag, you maggot
You cheap lousy faggot
Happy Christmas your arse
I pray God it's our last
Still singing Galway Bay
And the bells are ringing out
For Christmas day
Well so could anyone
You took my dreams from me
When I first found you
I kept them with me babe
I put them with my own
Can't make it all alone
I've built my dreams around you
Still singing Galway Bay
And the bells are ringing out
For Christmas day
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
domingo, 6 de agosto de 2023
PÉROLA NEGRA
A pérola negra que veio a chamar-se Absolutely Live é um estranho objecto, lançado em 1970, resultando da compilação de excertos de diversas actuações ao vivo, em várias cidades dos Estados Unidos. No seu conjunto, revela menos o estilo ao vivo da banda do que um sentido de “montagem” (no sentido cinematográfico do termo), reunindo peças tão díspares como “Who Do You Love” de Bo Didley e “Alabama Song” de Kurt Weill, os temas mais antigos da banda e, sobretudo, as grandes peças de resistência: “When The Music’s Over”, “Celebration Of The Lizard” e “The End” : Morrison está no auge da sua capacidade interpretativa, mostrando um fulgurante poder de comunicação, de celebração e de comunhão com um público completamente rendido ao lirismo intenso da poesia e subjugado ao carisma radical do cantor e ao modo como a banda preenche os espaços vazios em volta do buraco negro constituído pela voz, o corpo, a expressão física e o “pathos” das palavras de Morrison. O grande admirador do filósofo alemão Friedrich Nietzsche prova em Absolutely Live que só a força se pode juntar à força e que é preciso o caos interior para gerar uma estrela dançante. E a “estrela dançante” revela-se aqui deambulando entre a metafísica de canções como “Universal Mind”, a lírica profética de “When The Music ‘s Over”, a encenação da personagem de um pregador em “Petition The Lord With Prayer” e a terrível, lancinante poesia narrativa de “The End”. E revela-se, também, na inusitada capacidade de improviso da banda, também ela no auge da sua capacidade musical, metamorfoseando as canções e expandindo os seus limites para territórios até aí inexplorados de consciência e percepção.
Se, como atrás ficou dito, Absolutely Live não é exactamente um disco ao vivo – já que não resulta da gravação homogénea de um único concerto – resultando, isso sim, de uma “montagem” altamente criteriosa de momentos escolhidos de vários concertos, destinada antes de mais a compor um retrato multiforme das actuações ao vivo da banda, o registo ilustra cabalmente o modo como Morrison assimilou e interpretou “A Origem da Tragédia”, de Nietzsche, a dualidade entre apolíneo e dionisíaco e o modo como essa dualidade ultrapassa o antagonismo e se transmuta em palco numa catarse colectiva orgiástica, celebratória e xamanística.
Falta ainda referir uma outra dimensão, evanescente e seguramente a mais importante deste documento: a forma como Morrison, o poeta, á solta num palco com a sua banda, face à multidão de co-celebrantes embriagados de música e de palavras, excitada até aos limites do suportável pelo carisma e energia do cantor, se confronta com a sua própria mortalidade e com ela se concilia, ao mesmo tempo que convoca e apela às forças primordiais da vida. Aliás, a outra coisa não se refere o título Absolutely Live.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
UMA RÁDIO CHAMADA CHAN DÔ
A ideia original tinha sido do "El P" numa noite de imperiais e bifanas. Uma ideia que pegou de imediato ampliando ondas de entusiasmo e euforia. Porque é que não poderíamos fazer uma rádio pirata lá no bairro? Cada um para seu lado começou a contabilizar recursos, ideias, e em pouco tempo havia um projecto sólido e bem estruturado. Nos anos 80 as rádios piratas saltavam do chão como cogumelos e sobre esse assunto nós tínhamos uma palavra a dizer. O sotão/águas furtadas do "Pickles" passava de sala de jogos de cartas e cervejas para estúdio rapidamente decorado com caixas de ovos e cortiça para isolar. Os equipamentos foram aparecendo à medida que o sistema de som de alguns dos nossos pais sofreram desvios. Havia amplificadores, microfone, auscultadores e, mais adiante uma mesa de mistura e uma antena adquiridas no comércio do Casal Ventoso a um preço adequado. No segundo ano de Engenharia o Tonho acertava cabos e ligações com uma grade de minis ao lado e nunca falhava. E mais ou menos nos finais de Janeiro daquele ano (julgo que 84) a Rádio Chan Dô fazia a sua primeira emissão experimental com faixas do Sgt. Peppers dos Beatles e The Dark Side of The Moon dos Pink Floyd. Sem locução, apenas para afinar a qualidade do sinal. O Snoopy andava no carro com a namorada em tentativas de sintonia.
Está fraco, ouve-se muito mal.
Enquanto em cima do telhado alguém dançava um tango acidentado de equilíbrio com a antena…
Na semana seguinte já se conseguia ouvir em toda a Av. Infante Santo mas perdia-se a partir do rio. Em Monsanto estava ótimo. E assim, duas vezes por semana entre as 22 e as 00 horas a Rádio Chan Dô estava no ar. Foi um tempo extraordinário de aventura e descoberta que entusiasmou a malta. Gostávamos de música e de festas animadas e ali podíamos colocar aquilo que era raro ouvir nas rádios oficiais. Eu e o Figueredo fazíamos as "Horas do Rock" onde misturávamos consagrados com os novos projectos do Rock português que na altura dava os primeiros passos. Os pais do "Pickles" eram extraordinariamente colaborantes com uma paciência ilimitada para nos aturar. A antena passou a ficar arrumada durante o dia na dispensa entre as compotas e os enlatados. O pai gostava de se aproximar de nós sorrateiro, pendurado num eterno cigarro, ora para avaliar a mão das cartas de alguém ora para perceber qual era a música que tocava naquela noite. A Carolina estudava piano e violino desde a escola primária e acedeu a dar-nos uma mãozinha nos clássicos para não dizerem que só passávamos berraria, tambores e electricidade. Nessa noite tocou-me a mim por a antena lá fora. A emissão arrancou sem apresentações e em breves instantes ficámos parados suspensos no que estávamos a ouvir. O "Quebra Nozes" de Tchaikovsky. Sentei-me no telhado perto da janela. Do lado de dentro, o Figueiredo contemplava o rio e as luzes da ponte lá ao fundo enquanto ia fumando o seu charro tranquilo. O pai do "Pickles" apareceu por trás dele e ficou também contagiado com a música. O Figueiredo estava tão longe que sem se virar estendeu a ganza para trás pensando que se tratava de algum de nós. O pai do "Pickles" continuou a fumar o seu SG e disse baixinho:
Então tu não sabes que eu não fumo sputnyks ?
E podia ter havido debate naquele instante, desenvolvimentos, desculpas, justificações, reprimendas. Mas não. Tudo continuou em silêncio ao sabor do clássico e não se falou mais nisso nem em sputnyks nem em nada.
Aos poucos o bairro começava a falar na Rádio Chan Dô. Havia todo o tipo de opiniões. A questão mais abordada era a da origem do emissor. Todos falavam na rádio menos nós. Para todos os efeitos era ilegal e se nos apanhassem era confisco do material e multa garantida. Ainda para mais houve um dia que entrámos inadvertidamente na frequência dos bombeiros o que deu logo razão de alarido acerca dos inconscientes que punham em causa a segurança da população e outras barbaridades afins. Normalmente eram duas horas seguidas de música sem interrupções nem conversa tirando aquela vez que o Rodrigo inventou uma entrevista ao Fernando Pessoa e fazia as duas vozes. Nela o poeta queixava-se do estacionamento em cima dos passeios e da sujidade das ruas. Um programa que pôs novamente o bairro à conversa sobre a rádio.
Fernando Pessoa? Então mas esse gajo não morreu há uma data de anos?
Morreu mas a casa dele era ali na Rua Coelho da Rocha…E quanto à limpeza das ruas o homem não deixa de ter razão…
E os programas continuaram. Com a Blitz seguíamos o calendário dos concertos, no Rock em Stock registávamos as novidades, com gravadores de bolso tentámos captar um ou outro espectáculo mais clandestino se bem a qualidade do som fez-nos desistir da ideia rapidamente. Para muitos foi o primeiro contacto com uma quantidade de estilos e tipos de música. Os discos do pai do "El P" introduziram-nos ao Jazz do Miles Davis e do Chet Baker, com a informação da Carolina fomos aprendendo a distinguir épocas e estilos dos clássicos. Com o Rock libertávamos a imaginação e a energia acumulada pelas hormonas.
No início de Março recebi a convocatória para a tropa, a namorada do Snoopy ficou grávida e eles tiveram que ir morar para um sítio entre Queluz e Sintra, a Carolina foi continuar os estudos dela para fora. Aos poucos a voz da Rádio Chan Dô foi perdendo o volume até que deixou de existir já em plena Primavera. No entanto, para aqueles que estiveram envolvidos no projecto foram horas extraordinárias de paz e harmonia em comunhão com o bairro. Nunca ninguém soube onde era o emissor.
O Figueredo tornou-se produtor no ramo da música e a Carolina andou pelo mundo, profissionalizou-se e, da última vez que soube dela era solista na orquestra da Gulbenkian.
Mais do que as ideias, os projectos uniam as pessoas e uma das maiores lições daquele tempo foi que por mais diferentes que possamos ser há sempre uma via para conseguir ouvir e compreender o outro. Assim haja tempo e disponibilidade.
Naqueles três meses julgo que fomos felizes.
Artur
terça-feira, 19 de novembro de 2019
O TEMPO
Sofia
"O Tempo não sabe nada, o Tempo não tem razão...
O Tempo nunca existiu, o Tempo é nossa invenção...
Se fecharmos os olhos não nos sentimos sós,
Meu amor, o Tempo somos nós..."
Jorge Palma
















