quinta-feira, 20 de junho de 2019

Diário Laboratório (primeira entrada) de 18/3/2018

(Primeira Entrada)
Cumprir-se o variegado da vida mas em escrita. É essa plurivocidade que alimenta - de que se deve alimentar - a ficção.

sábado, 15 de junho de 2019

Diário Laboratório (quarta entrada) 16/3/2018

(Quarta Entrada)
Pensa de outro modo, vale a pena. Podem não gostar de ti e perseguirem-te. Tirarem-te a fazenda ou manterem-te na penúria.
Mas, vale a pena porque, então, poderás reencontrar os clássicos.

domingo, 9 de junho de 2019

Diário Laboratório (terceira entrada) 16/3/2018

(Terceira Entrada)
A grande virtude do vício é que obriga à repetição obsessiva.

Para seres escritor - não interessa se bom, se mau - basta sentires que a literatura é um filtro narcótico qualquer.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

THE TRAIL OF TEARS






   The Brave Cherokee By John Howard Payne

O’ soft fills the dew on the twilight descending
And night over the distant forest is bending
Like the storm spirit, dark o’er the tremulous rain
But midnight enshrouded my lone heart in it’s dwelling
A tumult of woe in my bosom is swelling
And tear unbefitting the warrior is telling
That hope has abandoned the brave Cherokee
  
Can a tree that is torn from its root by the fountain
The pride of the valley; green spreading and fair
Can it flourish, removed to the rock of the mountain
Unwarmed by the sun and unwatered by care?
Though vesper be kind, her sweet dews in bestowing
No life giving Brook in its shadows is flowing
And when the chill winds of the desert are blowing
So droops the transplanted and lone Cherokee
    Sacred graves pf my sires, and I left you forever
How melted my heart when I bade you adieu
Shall joy light the face of the Indian? Ah, never
While memory sad has the power to renew.

As flies the fleet deer when the bloodhound has started
So fled the winged hope from the poor broken hearted
Oh, could she have turned ere forever departing
And beckons with smiles to her sad Cherokee
Is it the low wind through the wet willows rushing
That fills with wild numbers my listening ear?
Or is it some hermit rill in the solitude gushing
The strange playing minstrel, whose music I hear?
Tis the voice of my father, slow, solemnly stealing
I see his dim form by yon meteor kneeling
To the God of the White man, the Christian appealing
He prays for the foe of the dark Cherokee
Great spirit of good, whose abode is in Heaven,
Whose wampum of peace is the bow in the sky
Wilt though give to the wants of the calmorous ravens,
Yet turn a deaf ear to my piteous cry?
O'er the ruins of home, o'er my heart's desolation
No more shalt though hear my unblest lamentation
For death's dark encounter, I make preperation
He hears the last groan of the wild Cherokee


domingo, 26 de maio de 2019

O URSO ABSTENCIONISTA



No único dia em que todos os cidadãos são iguais ao exercer os seus direitos, segundo o que o primeiro-ministro de Portugal disse esta manhã (não concordo e por defeito porque a “igualdade” é utópica, mais ainda se me quiser comparar a um político), a força ou fraqueza política portuguesa incontestavelmente vencedora foi a ABSTENÇÃO.
Entretanto, os comentadeiros que vão bolsando opiniões nos vários canais generalistas, desvalorizam a descredibilização a que este resultado realmente vota a classe política, porque não vêem (não querem ver nem querem que se veja assim) a abstenção como um acto de revolta e repúdio pelo regabofe generalizado dos alarves à volta do ‘tacho nostri’ mas exclusivo deles.

Assinado,
O Urso

domingo, 19 de maio de 2019

AS HISTÓRIAS QUE A HISTÓRIA CONTA




Wook.pt - Que fazer contigo, pá?




"Que fazer contigo, pá?"

Carlos Vale Ferraz


Como num teatro vazio num bairro fora de prazo, a companhia de um outrora grande sucesso de bilheteira volta-se a encontrar num esforço final para finalizar o processo da memória. Fazendo um balanço das suas vidas, dançando com o passado, apresentam uma nova peça. A população que anteriormente assistiu e aplaudiu entusiasmada está velha, desmotivada, a maioria morreu. Restam os jornais antigos, os registos, os museus, os contornos da historiografia em geral para confirmar, não a verdade, não a qualidade das intenções mas tão somente a existência dos actores, a vaga descrição da narrativa, um ou outro aspecto cénico mais relevante. Quem ainda se lembrar, por defeito de ofício ou simples curiosidade do processo histórico, um transeunte acidental que fôr a passar nesse momento, acaba por desfrutar de um espectáculo raro e único. O de como a ficção acaba por ser a forma mais eficaz de transmitir a verdade. "Transmitir" não significa "adquirir" e muito menos "possuir".
A verdade como todos sabemos nunca se consegue capturar…escorre como um líquido caprichoso por todas as falhas e buracos do tempo a grande velocidade…é temporariamente verdadeira.
Ruben, herói do 25 de Abril, derrotado no 25 de Novembro decide envolver-se em acções violentas durante o período seguinte. Encurralado acabará por se exilar em Paris deixando os seus companheiros entregues à sua sorte. Na capital francesa conhecerá um Outro que se fará passar por ele, acabando por serem confundidos por todos. Do confronto fatal um acabará por morrer. O sobrevivente regressa então a casa empenhado em resgatar o seu passado, em recontar a sua história. Não se considera um desertor, muito menos um traidor. Os seus antigos companheiros bem como os  inimigos da altura é que já estão noutra fase da existência e ficam sem saber o que fazer dele.
Em traços gerais este é o último trabalho de Carlos Vale Ferraz, uma ficção corajosa e despojada de quem viveu por dentro toda esta fase mais tumultuosa da nossa História recente. Sem pudores identitários facilmente se consegue ir buscar à realidade a maioria dos personagens. Homens e mulheres que estando ainda vivos alguns, não deixam de assumir o seu estatuto de fantasmas na medida em que o seu tempo de pisar o palco ficou décadas lá atrás. Nesse sentido o primeiro grande desafio deste romance é o de uma viagem pelas terras da incerteza e da improbabilidade, essa ténue linha entre Passado e Presente, entre realidade e ficção. Se por um lado esta é a história de um homem a quem impuseram um destino maior do que ele conseguia carregar é ao mesmo tempo a história daqueles que procuraram através da perseguição de ideais acelerar a História em relação ao simples tempo cronológico. Defendendo os mais fracos, os indefesos, os esquecidos do edifício social, mais tarde concluem que estes nunca os viram como libertadores mas antes como vítimas dos mesmos carrascos que se refugiavam (ou queriam refugiar) na protecção do seu mundo precário do qual não faziam parte. Essa facção que tinha tanto de idealista como de violenta regressará ao(s) seu(s) mundo(s) de origem perante o triunfo da falsidade, da mentira e do egoísmo da maioria das pessoas e que transforma o discurso  oficial numa simples questão de conveniência. Do outro lado, os que se deixam recrutar pelos eternos donos do poder, movidos pelo conformismo, pela ganância ou pelo simples egoísmo, esses acabarão sem perceber quem são ou onde pertencem.

      "os homens que procuram a felicidade copiam os embriagados que não conseguem encontrar a própria casa, apesar de saberem que a têm"  



Entre a inquietude e o servilismo, entre a resignação e o desassossego, há os que se conformam e há os que reagem. E no fim todos os actores deste espectáculo vão acabar com as mãos sujas, as memórias recriminadas e o tempo desenhado. As tempestades caem sobre todas as cabeças e depois chegam ao fim. Nada fica como dantes. Ruben, ou Simão Dutra, volta a casa para fechar pontas soltas deixadas pelo caminho. De uma forma ou de outra o reencontro consigo próprio, o acerto de contas com o passado e a  impermanência do seu destino são a própria respiração do processo histórico, o oxigénio do destino dos homens. Tudo muda, ninguém vence, ninguém perde, e todos terminam de formas e em circunstâncias que pouco ou nada têm a ver com aquilo que imaginaram.

Uma excelente rearrumação da memória, um romance empolgante, um pedaço de História onde a ficção cumpre o seu papel maior.  

Artur

terça-feira, 14 de maio de 2019

SERMÃO AOS MATRAQUILHOS

Regresso a "Sermão Aos Matraquilhos" - regressarei sempre -, para partilhar algumas reflexões que a obra me suscita. E começo sempre por referir a singularidade deste livro no conjunto da obra do Artur, uma singularidade que não implica ruptura ou descontinuidade, mas antes um prolongamento e um desenvolvimento da sua marca autoral: a fixação e estabilização de temas que formam uma mundivisão e um ponto de vista único e original que agora se confrontam com um novo horizonte de referência: a experimentação com a linguagem, as suas possibilidades e limites, uma operação com a qual os criadores artísticos medem, ao menos uma vez durante o seu percurso, o alcance e o potencial dos seus meios expressivos. No diálogo "Íon", Platão sugere que os escritores (poetas e tragediógrafos) são, por assim dizer, "vazios" e que esse esvaziamento corresponde à sua abertura à incomensurabilidade da linguagem. Só através desse processo se pode esperar alcançar alguma coisa de tangível sobre a capacidade que a  linguagem, neste caso a linguagem literária, tem de dizer muito mais do que significa e de significar mais do que diz. É possível que o postulado heideggeriano da autonomia da linguagem e da sua prioridade em detrimento do seu estatuto utilitário alcance em "Sermão Aos Matraquilhos" uma das suas expressões: notamos a que ponto "sentido", "efeito emocional" e "conotação" estão amalgamados com os meios de execução, isto é, com a capacidade de a linguagem dizer o Ser, dizer o homem, falar o Ser e o homem, mais do que ser falada por ele. É assim que este "Sermão" aposta no sentido, na ressurreição das artes da memória, na tensão constante em direcção ao entendimento (como diria Martin Heidegger : "somos aquilo que compreendemos ser"), na crença de que é unicamente graças à escuta da liberdade humana que murmura ou proclama em altos berros que saberemos retirar do abismo, das cinzas vivas da queimadura total, aquilo que resta do sentido da nossa condição, ou seja da nossa vida. Resgatar aquilo que sobra das ruínas. Ruínas... a não pertença do homem ao mundo, ou melhor, ao mundo dos outros homens; uma espécie de inimizade elementar e inegociável entre ser e existência. Percorre a obra um conjunto de sintomas que nos dão conta dessa inimizade: a inquietude, o desassossego, a instabilidade, a desinstalação, a sensação de que é o leitor que está a ser profundamente lido pelo livro. Outro sintoma, ainda: o estilo como uma metafísica, uma leitura do Ser, que nos prepara para aquilo que se espera resultar, no sentido próprio do termo, numa explicação de um texto que desemboca, na minha opinião, numa anti-metafísica difusa: a recuperação de uma tese de Michel Foucault segundo a qual, o Homem morreu, isto é, já não se pode falar do Homem como um conceito metafísico, e sim de homens, de indivíduos, com as suas consciências, a sua liberdade, os seus actos e as suas circunstâncias. 

Como sabemos, os sermões são peças de oratória, com um elevado grau de complexidade e riqueza retórica, destinados a transmitir argumentos teológicos e/ou ensinamentos morais e éticos. Em Portugal, a figura do sermão atingiu o apogeu com os célebres sermões do Padre António Vieira, que se contam entre as grandes obras engendradas pelo espírito humano. Vieira compreendia que a mera retórica é uma espécie de cemitério das realidades humanas ou, na melhor das hipóteses, o seu hospital dos inválidos. Tal como Vieira, o Artur recusa liminarmente a retórica pela retórica e rejeita os três modos de expressão da cultura contemporânea quando se quer referir às circunstâncias do homem na contemporaneidade: o sarcasmo negro, a sátira, a farsa, o circo multimédia: mostra-nos que vida e destino se confundem e são a mesmíssima coisa; que todo o destino é dramático e trágico na sua dimensão profunda: somos aquilo que o mundo nos convida a ser e que nesse sentido, viver é lidar com o mundo: ou lhe respondemos ou o contrariamos. O homem falhado é somente aquele que não apela a nenhuma circunstância fora de si. Albert Camus não desdenharia subscrever esta ideia. Como também não desdenharia pensar que a vida, individual ou colectiva, pessoal ou histórica, é a única entidade do universo cuja essência é o perigo. É, rigorosamente falando, drama; qualquer vida é a luta, o esforço para ser ela mesma. E ela mesma com as outras vidas. É essa a lição essencial: a única coisa que conta é a entre-ajuda, a solidariedade, a certeza de nos salvamos juntos ou juntos perecemos. Na sua aparente simplicidade, este ensinamento tem um conteúdo ético extraordinariamente valioso. Aliás, tem o único conteúdo ético capaz de nos elevar acima da vulgaridade e da banalidade.

Finalmente, gostaria de dizer duas palavras sobre a construção da obra. O sentido do drama/tragédia, levou o autor a construir uma estrutura triádica, protagonizada por personagens/vozes que, sendo altamente simbólicas, não deixam de ser de carne e osso; escutamos os seus monólogos, auscultamos  a corrente de consciência a que dão expressão e sentimos também a sua materialidade, o pulsar inquieto das suas vidas. João, Pedro e Gonçalo são "personagens" no sentido grego do termo: "personas", as máscaras que os actores usavam para encarnarem as vidas que lhes cabia representarem e para esconderem ou dissimularem as suas verdadeiras identidades. Este terceto transforma-se por vezes em quinteto, sendo as duas personagens adicionais (o Gimbras e a D. Lurdes) duas pessoas verdadeiras e não personagens: são aquilo que são, tiveram a coragem de se transformarem naquilo que são e nunca se perdem no labirinto do que foi desta e não daquela maneira, do que foi e poderia ter sido. Pairando acima de todos, determinando tudo, a ausência/presença de Matilde, a verdadeira heroína trágica, a personagem mais fulgurante que o Artur já criou, aquela que molda o seu próprio destino e cuja dimensão só apreendemos quando está prestes a desaparecer. A que vive e morre assumindo o ideal das tragédias gregas, à imagem e semelhança das suas antepassadas (Electra, Antígona, Ifigénia et allia): já que nascemos, é melhor morrer jovem, depois de termos atingido o auge da nossa existência, enquanto a luz ainda brilha e o fulgor não se extinguiu. 

domingo, 12 de maio de 2019

GRISALHO PEIXOTO, O ESPANTALHO

Peixoto, deputado ainda mais pequeno que os pequenos deputados,
Não gostou da reacção de um cidadão aos ditos por ele bolsados.
Logo ele que agora que também já deve estar bem grisalho, 
Chamou de “peste grisalha” aos que deveriam ser respeitados e por isso, merecia era levar com um malho.

Pois que levou o indignado cidadão a tribunal,
Que não se podia de Peixoto falar mal.
E ao que se metia pelos olhos dentro de qualquer ser equilibrado,
Considerou o tribunal
Estar o cidadão endiabrado.

Vai daí, foi condenado quatro mil euros pagar ao pequeno Peixoto,
Medida de punição a tal afronta,
Que mesmo tão injusta, cabia ao incomodado roto,
E assim, de Justiça, nem ponta.

Não se ficou no entanto o anónimo ofendido cidadão,
Que afinal por ser isso mesmo, um de nós.
Seguiu para o tribunal europeu com a contestação.
Resultando na condenação do estado feroz.

De quatro a Peixoto, passou a seis ao cidadão,
Recebeu Peixoto, e pagamos nós 
Ri-se Peixoto, e pagamos nós
O cidadão indignado fica ressarcido de tamanha devassidão,
Mas continuamos a pagar nós, uma justiça tão obtusa que parece uma filhós.


A filhós não faz sentido?
É como aquilo que se lhe parece.
Ah! E com o deputado grisalho, que bem se podia montar num carvalho.

Hélder 



sábado, 11 de maio de 2019

DIA 18 DE MAIO




No próximo dia 18 de Maio/ Sábado, vou estar na Livraria Fábrica de Braço de Prata a apresentar o meu último romance pelas 19:30.  Serão oradores o Arnaldo Mesquita e a Sofia Fonseca Costa. Uma oportunidade para quem não pôde estar presente na Cinemateca no mês passado. Fico à vossa espera.

Artur

sexta-feira, 3 de maio de 2019

NÓS, OS PARTISTAS





Julgo que esta é a primeira vez em que todos aparecemos na mesma imagem, daí poder-se falar em acontecimento histórico. São 12 anos de actividade onde tentamos estabelecer um diálogo com o visitante acidental apresentando as nossas propostas, exprimindo as nossas opiniões, partilhando as nossas experiências. Da Literatura para o Cinema, da Fotografia para a Crónica, da Filosofia para a Poesia, do texto experimental à simples prova de vida. E se é certo que os diálogos com a assistência não se podem considerar muito activos ou participados, o facto é que o número de visitantes reforça um conforto considerável naquilo que à nossa expansão diz respeito.  "Não conversam mas visitam-nos com bastante frequência", tal como num centro de dia onde reside o parente velho que teima em não desaparecer. E é essa teima que nos mantêm a voltar aqui uma e outra vez. Porque achamos que ainda temos alguma coisa para dizer, porque ainda nos sentimos fascinados em ver o nosso trabalho publicado dentro de um ecran de computador que pode chegar a milhões de pessoas, porque simplesmente nos apetece. Somos um Blog, somos uma equipa e gostamos de falar com vocês.
Cumprimentos de "As Partes do Todo"…

A Gerência

Da esquerda para a direita: o Arnaldo, o Helder, a Sofia, o Artur e o João

domingo, 28 de abril de 2019

RENASCE A ESPERANÇA

É com grande agrado e renovada esperança que acolhemos a notícia da aprovação pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados do Brasil de um requerimento para discutir a revogação do Acordo Ortográfico. A iniciativa parte de um deputado do Partido da República (centro-direita), (Jaziel Pereira de Sousa) e foi subscrita pela deputada do Partido Cidadania (antigo Partido Comunista), Paula Belmonte.
Mais uma vez será o Brasil a tomar a vanguarda da defesa da Língua Portuguesa, do respeito pelas suas diversas especificidades e variantes, contrariando uma padronização ilógica, irresponsável e totalmente caótica de uma das mais importantes ferramentas identitárias de qualquer povo.
A Língua evolui da rua para os gabinetes e não ao contrário. Transforma-se através da vivência quotidiana em vez de caprichos laboratoriais ou pretensas unificações com contornos pouco esclarecedores quanto às consequências pretendidas.
Que seja uma lição para toda esta classe política vergada a todas as vontades menos à daqueles que deveria representar.

Viva  a Língua Portuguesa.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Diário Laboratório (segunda entrada) 16/3/2018

(Segunda Entrada)
Sempre me apaixonaram o vago & o vário. A imensidão do vago & do vário. A imensidão difusa do vago & a imensidão profusa do vário.

Plasmá-los em escrita é tarefa para a acumulação do fragmento: porque é curto & truncado faz nascer o vago. Quando é multiplicação de si difusiva, irrestrita, faz brotar o vário.



Tarantino Style 

Sofia