segunda-feira, 30 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

C’ETAIT UN RENDEZ-VOUS


Curta metragem datada de 1976, realizada por Claude Lelouch, o filme mostra-nos um condutor a andar em altas velocidades pelas ruas de Paris ao amanhecer. Ganhando estatuto de filme de culto dada a limitada disponibilidade de vídeos, bem como a condenação das autoridades, ele acabou por ser “remastirizado”, com base no negativo original de 35mm e lançado em DVD com grande divulgação na internet.
Em ângulo único e sem interferência de montagem, o registo é feito por uma única câmara giroscópica instalada na dianteira do carro.
São 9 minutos alucinantes de velocidade registados ao longo de um percurso iniciado no túnel da “peripherique” de Paris saindo para a Avenue Foch, que termina numa calçada da colina do Sacré Coeur. Pelo meio são reconhecíveis vários pontos famosos da cidade como o Arco do Triunfo ou os Champs Elysées.
Pela forma despojada, perigosa e irresponsável como o carro é conduzido, após a primeira exibição do filme, Lelouch foi preso e, pouco depois, libertado sem nenhuma punição.
Em 2006, trinta anos depois da lançamento do filme, Lelouch esclareceu que o carro em questão não era um Ferrari 275 GTO, como muitos especulavam, mas um Mercedes-Benz 450 SEL 6.9. A velocidade máxima alcançada, confirmada por peritos, não foi 200 mas 140 Km/h. Lelouch esclareceu também que o som utilizado é um overdub do já referido 275 GTO, dando assim a ideia de velocidades mais elevadas.
A banda Snow Patrol usou o filme como videoclip para a música “Open Your Eyes”, do álbum “Eyes Open”.
A mesma ideia foi usada tempos mais tarde em alguns filmes do género, como GETAWAY IN STOCKHOLM e GHOST RIDER.
Verdade ou ficção, esta extraordinária peça de velocidade e poesia deu à magia do cinema mais uma página de encantar. Apertem os cintos e apreciem.

Artur

COURTSIDE PART DEUX



A musica é do já conhecido Tod Hannigan. A imagem foi trabalhada pela minha amiga Elsa Falcão. enjoy

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lançamento


Venho convidar todos os partistas e em especial o Artur, o Arnaldo e a Sofia para o lançamento dos meus livros na Livraria Fabula Urbis no dia 27 (Sexta-Feira) pelas 21:30.

domingo, 8 de maio de 2011

TI VENGO A CERCARE




E ti vengo a cercare
anche solo per vederti o parlare
perché ho bisogno della tua presenza
per capire meglio la mia essenza.
Questo sentimento popolare
nasce da meccaniche divine
un rapimento mistico e sensuale
mi imprigiona a te.
Dovrei cambiare l'oggetto dei miei desideri
non accontentarmi di piccole gioie quotidiane
fare come un eremita
che rinuncia a sé.
E ti vengo a cercare
con la scusa di doverti parlare
perché mi piace ciò che pensi e che dici
perché in te vedo le mie radici.
Questo secolo oramai alla fine
saturo di parassiti senza dignità
mi spinge solo ad essere migliore
con più volontà.
Emanciparmi dall'incubo delle passioni
cercare l'Uno al di sopra del Bene e del Male
essere un'immagine divina
di questa realtà.
E ti vengo a cercare
perché sto bene con te
perché ho bisogno della tua presenza

MENSAGEM AO MUNDO PASSANDO PELA FINLÂNDIA


Às vezes é bom lembrar quem somos...a nós e aos outros. Viva Portugal

sexta-feira, 29 de abril de 2011

ESCRITA FINA OU NORMAL



Extraordinária é a longevidade desta marca que várias gerações usaram para começar a escrever...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A FAMILIA PRUDÊNCIO


Princípio dos anos 70, um trabalho de animação para um público específico e com uma intenção didáctica. O mundo rural e a correcta utilização dos pesticidas.

O MÊS EM QUE ESTIVÉMOS EM PARTE NENHUMA

Abril passou-me ao lado, como uma lebre apressada ao amanhecer numa charneca inglesa pintada de nevoeiro. Trabalha-se, faz-se uma pausa para terminar tarefas atrasadas, pagar contas, acompanhar as vidas que dependem de nós e, volta-se ao trabalho. Não o vi, enquanto o país se engasga em comentadores gastos de discursos liquefeitos em inevitabilidades, enquanto o país deixa mais uma vez de ser país para respeitar a vontade do exterior, em que se levantam os estandartes da beatada e das cabeças coroadas para entreter o pagode. O eterno pagode, a eterna farsa, os eternos personagens da mesma história repetida até ao vómito. Abril passou-me ao lado enquanto os gigantes financeiros sem rosto acumulam riqueza e dão continuidade ao processo de genocídio sobre a humanidade. Quem não tem dinheiro não tem direito à vida. Abril passou-me ao lado enquanto a União Europeia se deixa afogar nos meandros da sua própria burocracia, enquanto se enterra na sua própria inércia, sem uma atitude digna desse nome para precaver e fazer face ao primeiro momento de gravidade da sua história. Abril passou-me ao lado com a porta da Assembleia fechada para obras, balanço, intervalo de regime, adiamento de Liberdade. Abril passou a correr como uma lebre e já quase não me lembro do sabor da rua, quando a rua gritava e se podia respirar. Estou velho e moribundo e já nem força tenho para julgar, encontrar culpados, descobrir razões, sugerir caminhos. Falhei…redondamente. Isso é mais que certo. Falhei quando gritei menos, falhei quando me deixei abater e não reagi. Falhei quando não me quis sujar, quando achei que não valia a pena. Falhei quando não insisti, quando não me ofereci ao sacrifício para a passagem da liberdade das outras gerações. E voltei a falhar quando não morri lá atrás com os outros que tiveram que sair mais cedo. Falhei desde o dia em que nasci, simplesmente porque não fui fabricado para vencer.
Abril passou-me ao lado mas ainda há um rasto para trás. Um rasto de memória escrito e em imagens, há amigos, família, amor, bons momentos, filhos, sobrinhos, gente com quem dividimos um cigarro, uma gargalhada, uma refeição. E essa estrada é o trilho sagrado sobre o qual construi a minha história. Houve lágrimas e risos, houve amor e ódio, noites loucas de eternidade e celebração, houve concertos de rock e overdoses, houve noites em branco e despedidas inesperadas, houve arte à solta, amigos até à morte, livros fatais e filmes inesquecíveis.
Abril passou-me ao lado, mas a minha vida não.

Artur

domingo, 17 de abril de 2011

O DESNECESSÁRIO RESGATE DE PORTUGAL

«O pedido de ajuda de Portugal para as suas dívidas junto do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia na última semana deve servir de aviso para todas as democracias.

As crises que começaram com os resgates da Grécia e Irlanda no ano passado tiveram uma feia reviravolta. Contudo, este terceiro pedido de resgate não é realmente sobre dívida. Portugal teve uma forte performance económica nos anos 90 e estava a conseguir a sua recuperação da recessão global melhor do que muitos outros países na Europa, mas viu-se sob injusta e arbitrária pressão dos correctores, especuladores e analistas de rating de crédito que, por visão curta ou razões ideológicas, conseguiram forma de afastar uma administração democraticamente eleita e potencialmente amarrar as mãos da próxima.

Se deixadas sem regulação, estas forças de mercado ameaçam eclipsar a capacidade dos governos democráticos — talvez até da América — para fazerem as suas próprias escolhas sobre impostos e despesas.

As dificuldades de Portugal eram admitidamente semelhantes às da Grécia e Irlanda: para os três países, a adopção do Euro há uma década significou que tiveram de ceder o controlo das suas políticas monetárias, e um repentino incremento dos níveis de risco que regulam os mercados de obrigações atribuíram às suas dívidas soberanas foi o gatilho imediato para os pedidos de resgate.

Mas na Grécia e Irlanda o veredicto dos mercados reflectiu profundos e facilmente identificáveis problemas económicos. A crise portuguesa é bastante diferente; não houve uma genuína crise subjacente. As instituições e políticas económicas em Portugal que alguns analistas financeiros vêem como potencialmente desesperadas tinham alcançado notável sucesso antes desta nação ibérica de dez milhões ser sujeita às sucessivas ondas de ataque dos mercados de obrigações.

O contágio dos mercados e redução de notação, que começaram quando a magnitude das dificuldades da Grécia emergiu no início de 2010, transformaram-se numa profecia que se cumpriu a si própria: ao aumentar os custos da dívida portuguesa para níveis insustentáveis, as agências de rating forçaram Portugal a procurar o resgate. O resgate deu poder aos ‘salvadores’ de Portugal a pressionarem por impopulares políticas de austeridade que afectaram empréstimos de estudantes, pensões de reforma, subsídios sociais e salários públicos de todos os tipos.

A crise não é culpa do que Portugal fez. A sua dívida acumulada está bem abaixo do nível de nações como a Itália que não foi sujeita a tão devastadoras avaliações. O seu défice orçamental é mais baixo do que muitos outros países europeus e estava a diminuir rapidamente graças aos esforços governamentais.

E quanto às perspectivas de crescimento do país, que os analistas convencionalmente assumem serem sombrias? No primeiro quarto de 2010, antes dos mercados empurrarem as taxas de juro nas obrigações portuguesas para os limites, o país tinha uma das melhores taxas de recuperação económica na União Europeia. Numa série de reformas — encomendas industriais, inovação empresarial, realização educacional, e crescimento das exportações — Portugal igualou ou mesmo ultrapassou os seus vizinhos do Sul e até da Europa Ocidental.

Por que razão, então, foi tão desclassificada a dívida portuguesa e a sua economia empurrada para o limite? Há duas possíveis explicações. Uma é o cepticismo ideológico em torno do seu modelo económico misto, que suportava empréstimos às pequenas empresas, em conjunto com algumas grandes companhias públicas e um robusto estado-providência. Os mercados fundamentalistas detestam intervenções de estilo keynesiano em áreas da política interna portuguesa — que evitavam uma bolha e preservavam a disponibilização de rendas urbanas baixas — quanto a assistência aos pobres.

A falta de perspectiva histórica é outra explicação. O nível de vida dos portugueses cresceu muito nos 25 anos que se seguiram à revolução democrática de Abril de 1974. Nos anos 90 a produtividade laboral cresceu rapidamente, as empresas privadas aprofundaram o investimento com a ajuda do governo, e partidos tanto de centro-direita como de centro-esquerda apoiaram o aumento da despesa social. Por altura do fim do século o país tinha uma das taxas de desemprego mais baixas da Europa.

Em justiça, o optimismo dos anos 90 deu origem a desequilíbrios financeiros e ao gasto excessivo; os cépticos quanto à saúde da economia portuguesa apontam para a sua relativa estagnação entre 2000 e 2006. Apesar disso, no início da crise financeira global em 2007, a economia estava de novo a crescer e o desemprego a descer. A recessão acabou com essa recuperação, mas o crescimento retomou-se no segundo quarto de 2009, mais cedo do que noutros países.

Não se podem culpar as políticas domésticas. O primeiro-ministro José Sócrates e o governo socialista mexeram-se para cortar no défice enquanto promoviam a competitividade e controlavam a despesa pública; a oposição insistia que podia fazer melhor e forçou o senhor Sócrates a demitir-se este mês, preparando o palco para novas eleições em Junho. Isto é normal em política, não um sinal de confusão ou incompetência como alguns críticos de Portugal acenaram.

Podia a Europa ter evitado este resgate? O Banco Central Europeu podia ter comprado de forma agressiva as obrigações de Portugal e protegido o país do pânico mais recente. Regulação da União Europeia e dos Estados Unidos sobre o processo utilizado pelas agências de rating para avaliar a fiabilidade de crédito da dívida de um país é essencial. Distorcendo as percepções dos mercados sobre a estabilidade portuguesa, as agências de rating — cujo papel em fomentar a crise hipotecária nos Estados Unidos está amplamente documentado — armadilharam tanto a sua recuperação económica como a sua liberdade política.

No destino de Portugal reside um claro aviso para os outros países, os Estados Unidos incluídos. A revolução portuguesa de 1974 inaugurou uma onda de democratização que varreu o globo. É bem possível que 2011 possa marcar o começo de uma onda de invasão da democracia por mercados desregulados, com Espanha, Itália ou Bélgica como próximas vítimas potenciais.

Os americanos não iriam gostar muito se instituições internacionais tentassem dizer a Nova Iorque, ou a outra qualquer cidade americana, para abandonar as suas leis de controlo de rendas. Mas é este precisamente o tipo de interferência que agora acontece em Portugal — tal como aconteceu na Grécia ou Irlanda, apesar desses países terem maiores responsabilidades no seu destino.Apenas governos eleitos e os seus líderes podem assegurar que esta crise não acaba por minar os processos democráticos. Até agora parecem ter deixado tudo nas mãos da imprevisibilidade dos mercados de obrigações e das agências de rating.»



Robert M. Fishman

Professor de Sociologia da Universidade de Notre Dame, Indiana

Fonte: NEW YORK TIMES

O CÂNDIDO

A primeira imagem que tenho dele é a de um puto de estatura média no meio do recreio a tentar chamar a atenção dos outros. Gritava: “Todos contra mim!” e a seguir aguentava uma chuva de miúdos que lhe caíam em cima em gritaria de manada descontrolada. Estávamos a na terceira classe da instrução primária (agora, terceiro ano). O Cândido fazia isto duas vezes por semana. Passada a avalanche da manada, levantava-se todo sujo e com a roupa fora do lugar, sacudia-se e lá voltava ao seu caminho como se nada fosse. Era um tipo bem disposto e tranquilo armado de um sorriso sincero, desconcertante. Nesses dois anos em que estivemos juntos na mesma turma (classe) convivíamos a jogar à bola ou ao “guelas” (berlinde a três covas). De vez em quando fazia-se intervalo. O Cândido corria para o meio do recreio e gritava: “Todos contra mim”.
Num Domingo em que passava de carro com o meu tio pela Praça de Espanha, vi o Cândido. Junto com mais alguns miúdos, aproveitava os semáforos fechados para vender tabaco de contrabando no meio do trânsito. Fiquei depois a saber que ele e os outros, eram mandados pelos pais para ganhar alguns trocos. Como eram menores a polícia nada podia fazer para os deter. Na segunda-feira perguntei-lhe se também podia ir com ele, para fazer uns trocos. A resposta foi imediata. Quais trocos? Todo o dinheiro que fazia era para entregar ao pai dele. E se fizesse pouco, além de trabalhar o Domingo inteiro, ainda se candidatava a um valente arraial de porrada. E tudo isto ele dizia com a maior das simplicidades, com se de um evidência se tratasse. Não havia justiça nem injustiça. As coisas aconteciam assim e era dessa maneira que ele vivia…com o que tinha.
Depois de concluída a escola primária, eu fui para um colégio interno e deixei de ver o Cândido. Encontrei-o já com 15 anos numa esquina do bairro. Nessa altura já dominava por completo a técnica de roubar auto-rádios, vendia e consumia quase todos os tipos de droga. Mas o sorriso era o mesmo, apenas o brilho dos olhos é que tinha escurecido. Já tinha passado uns meses no reformatório, acabando por sair através de um sistema de semi-internato. Desde que frequentasse as aulas de uma escola técnica e apresentasse bons resultados ficava libertado. Não estava a correr mal. Faria tudo para não voltar aquele sítio. Mesmo estudar. Convidou-me para ir assistir a um jogo de andebol da escola dele. Não mostrei muito entusiasmo. Ele insistiu. Os vigilantes controlavam a obrigatoriedade das entradas. Quem não fosse era penalizado. Mas também não era para demorar muito. Dez minutos depois estaríamos todos cá fora. Dez minutos? Mas isso não chegava nem ao intervalo do jogo. “Garanto-te que são dez minutos. Vem comigo que depois percebes. Acabei por ir. A escola do Cândido era composta por toda a espécie de adolescentes problemáticos, todos com cadastro no mundo do crime. Chagámos ao pavilhão, as equipas entraram e começou a partida. A bancada de apoio da escola dele podia configurar a Liga de Juniores de um congresso de gangsters de Chicago. Aos dez minutos houve um da primeira fila que se levantou virado para a tribuna. Ergueu um braço no ar e deu início ao primeiro cântico de apoio à equipa. Vindo do nada uma voz colectiva entoava uma só frase: “C…a da mãe deles, c…a da mãe deles, c…a da mãe deles.” Parecia ser o pavilhão que cantava na vibração do zinco do telhado, no ranger dos tacos de madeira, no eco das bolas rematadas à baliza. Logo a seguir a policia aproximava-se deles para os dissuadir. Os primeiros insultavam a autoridade, cuspiam, começavam a cair as primeiras descargas de reposição da ordem. Seguia-se a debandada geral para fora do pavilhão. Os dez minutos do Cândido eram verdade. Fomos lanchar para uma pastelaria. Falámos de tudo e mais alguma coisa. Para ele os dias continuavam a ser encarados da mesma maneira. Um atrás do outro, despidos de propósito e de racionalidade. Expliquei-lhe que estava numa altura em que teria de decidir qual a minha futura área de estudos. Que não sabia ainda muito bem o que fazer com a minha vida. Ele respondeu-me que tinha sorte numa coisa. Ainda tinha uma vida para escolher.
Anos mais tarde, já tinha entrado na faculdade, voltei a saber dele. Tinha morrido com uma overdose num jardim anónimo de Lisboa ao anoitecer. Com 20 anos, o intrépido desafiador tinha sido derrotado. Não sei se nesse dia gritou “Todos contra mim” como fazia no recreio da escola primária. Não sei quantos é que lhe caíram em cima dessa vez em que não se voltou a levantar todo sujo com a roupa esfrangalhada. Sei apenas que era um puto sem uma réstia de maldade. Um tipo com um sorriso sincero, desconcertante, que não questionava o azar de ter nascido no lado errado da vida nem as tareias que ela lhe dava quase todos os dias. Sei apenas que ainda hoje me lembro dele de vez em quando. E para não chorar decido cantar a linda canção que ele me ensinou num jogo de andebol. “C……a da mãe deles”.

Artur

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O 2 CAVALOS



Continuando no capítulo das memórias, vale a pena (re)ver este apontamento publicitário a um conhecido e popular modelo de automóvel. A lengalenga era um ponto de honra para os mais pequenos. Decorá-la e papagueá-la na escola era sinal de superioridade, desembaraço e, é claro, de risota geral.

terça-feira, 12 de abril de 2011

VAMOS DORMIR



Nos anos 60 era assim que os mais velhos nos convenciam a ir para a cama. O filme de animação, ao contrário do relógio, da noite ou da escuridão, é que determinava nas nossas cabeças de criança que devíamos ir dormir.