quinta-feira, 10 de março de 2011
SITIADOS - NOITE
Esta é a versão original, anos mais tarde celebrizada pelos RESISTÊNCIA. É sempre um prazer voltar a ter a visita do João Aguardela neste blog. Génio discreto, criador tranquilo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Elogio da lentidão I
O que é que mensagens de texto, e-mails, Facebook, telemóveis, Myspace, Youtube, a Internet, televisão por cabo e a maior parte da produção norte-americana contemporâneo têm em comum ? Ou, para apontar numa outra direcção, como Milan Kundera pergunta na obra "A Lentidão", de 1995, "Porque é que o prazer da lentidão desapareceu ?", concluindo que "A velocidade é a forma de êxtase que a revolução técnica utiliza para suplantar o homem". De facto, o ritmo de vida na Europa, América e parte do restante mundo acelerou exponencialmente devido ao crescente número de "gadgets" tecnológicos disponíveis e à variedade de "écrans" que nos permitem utilizar. A resultante fragmentação do tempo também despedaça a nossa experiência do lugar, onde quer que estejamos, e do espaço, quer interno quer externo.
Alguns cineastas - os melhores, aqueles que levaram a experiência do cinema como arte ao zénite comparável à grande pintura, à grande música ou à grande literatura - consciente, consistente e criativamente produzem filmes que lutam pela manutenção dos prazeres da lentidão : Theo Angelopoulos, Manoel de Oliveira, Bela Tarr, por exemplo. Tais obras ajudam-nos a experimentar e apreciar melhor um exclusivo sentido do tempo e do espaço, um sentido abrangente do passado, do presente, do futuro e de um tempo mítico, no qual as suas personagens - e por isso os seus espectadores - habitam.
Alguns cineastas - os melhores, aqueles que levaram a experiência do cinema como arte ao zénite comparável à grande pintura, à grande música ou à grande literatura - consciente, consistente e criativamente produzem filmes que lutam pela manutenção dos prazeres da lentidão : Theo Angelopoulos, Manoel de Oliveira, Bela Tarr, por exemplo. Tais obras ajudam-nos a experimentar e apreciar melhor um exclusivo sentido do tempo e do espaço, um sentido abrangente do passado, do presente, do futuro e de um tempo mítico, no qual as suas personagens - e por isso os seus espectadores - habitam.
Quarta-feira de cinzas
Hoje é quarta-feira de cinzas. Cavaco toma posse como Presidente da República
sexta-feira, 4 de março de 2011
Todd Hannigan - FLOWERS
Even after the races won
And the stars were just different suns
There'd be flowers for everyone
We fought for it tooth and nail
There were flaws, we were bound to fail
And the freedom ships all set sail
On the waters for everyone
And the stars are just different suns
Life as we know it
What if we didn't know it?
All the villains could just forfeit
And give it back to everyone
And the stars shined for everyone
And we all are just sons of the sun
All the flaws we were bound to fail
But i'll leave it for the Sespie Trail
Hear the syrens of the blue, blue whale
And the water of the purest rain
And the flowers they came back again
Todd Hannigan's
"Flowers"
" Courtside for the Apocalipse"
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quarta-feira, 2 de março de 2011
SOMBRAS
Estamos e não estamos, somos e não somos. Somam-se rastos acumulados nos espaços ilusoriamente ocupados, esbatem-se silhuetas, as formas ficam distorcidas, escapa a lucidez de um desenho, a verdadeira imagem de um perfil bem desenhado. Para aqui andamos sem saber andar, à espera de qualquer coisa que tarda em chegar. Qualquer coisa que não se vê, que não se imagina. Qualquer coisa, enfim…
Artur
(Foto de Sofia P.Coelho)
terça-feira, 1 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
LOS COLORES DE LA GUERRA

Juan Carlos Arce
Tudo começa em Figueras em 1939. O espólio dos quadros do Museu do Prado está em risco de perecer debaixo dos bombardeamentos da Guerra Civil. Dividido entre a protecção de vidas humanas e a evacuação das obras, o governo republicano, agonizante e sem recursos, vê-se encurralado perante o dramatismo de uma escolha. A decisão que se pretende dar a um dos quadros no mercado clandestino de arte e o roubo de uma pintura de Velásquez conjugam-se no ponto de partida para um romance empolgante de enquadramento histórico.
Uma enfermeira republicana integra uma coluna de fugitivos que cruzam a fronteira de França ao mesmo tempo que começa o complicado processo de transferência dos quadros. Este é o princípio para uma história de amor e espionagem que irá viajar por diversas cidades europeias.
A preservação da herança cultural e a simples lógica de sobrevivência em cenário de destruição eminente, a ganância e o amor genuíno, são vários os combates que se travam dentro do combate maior. Uma leitura empolgante e surpreendente premiada em 2002 com o Premio Fernando Lara para novela.
Artur
domingo, 27 de fevereiro de 2011
JUSTAMENTE, UMA IMAGEM
Começamos com um olhar? Não. Começamos por pensar nuns olhos que nos observam e só depois visualizamos, tornamos material esse olhar. Ou, se calhar, também não. Primeiro vem a saudade de uma atenção que já olhou nesta direcção. Primeiro vem a atenção afunilada no verbo “Ver” e a silhueta discreta do pensamento, o perfil aguçado da saudade. Um corpo que lamenta uma ausência e a parte de um rosto incompleta sobre uma sombra. A luz parcial que ilumina o negro de ali estar.
É apenas o lado iluminado de uma expressão que distrai o observador camuflado de ausências por preencher. Tamanhos desproporcionados que convivem no mesmo espaço. Será uma imagem justa? Não. É justamente e só…uma imagem.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
MARINA

Iniciando a sua carreira apontando a um público juvenil (El Príncipe de la Niebla, El Palácio de la Medianoche e Las Luces de Septiembre), Carlos Ruiz Zafon chegou até nós com “A Sombra do Vento”, título que o catapultou para o sucesso e consagração internacional. Seguiu-se “O Jogo do Anjo”, onde regressou ao famoso Cemitério dos Livros Esquecidos na imaginária Barcelona. Tendo estes dois últimos títulos como alvo um público mais adulto, “Marina” representa a fronteira na sua obra em que a maturidade literária se confirma, em que está feito o ensaio para voos mais altos. Anterior a “A Sombra do Vento” (2001), “Marina” foi publicada pela primeira vez em 1999 e antecipa o universo narrativo do autor para as próximas obras.
Numa cidade misteriosa, gótica, onde vários tempos coexistem num tempo só, o convite para mundos fantásticos torna-se o grande desafio, protagonizado por personagens que ficaram perdidas noutras épocas, que vivem em palácios esquecidos ou na rede clandestina de esgotos, em teatros em ruínas ou no “Cemitério dos Livros Esquecidos”, esse local inexistente mas tão provável numa cidade como Barcelona. O universo de Zafon é só por si uma ordem irrealista, uma proposta imaginária que se intromete na realidade, que desafia o quotidiano e que, nessa relação entre o possível e o impossível desenrola a sua história. O passado mergulha no presente e pede-lhe explicações, obriga-o ou a continuar ou a resolver os enigmas que ficaram para trás sem solução. As histórias de amor são também elas, enredos impossíveis que não podem acabar bem. No caso de “Marina”, Óscar Drai, vítima da sua vertente sonhadora acaba por ser atraído a um dos muitos palacetes modernistas onde gosta de deambular depois das aulas. Numa dessas fugas, conhece Marina com quem irá viver uma aventura extraordinária onde não falta o mistério, um segredo de família e um enigma do passado para desvendar.
E é neste território improvável entre o passado e o presente, entre a realidade e a fantasia, entre amantes de um amor impossível que tudo faz sentido, numa maneira crua e ao mesmo tempo fantástica. Os personagens de Zafon não terminam nunca num final feliz em que tudo se resolve, precisamente porque essa é a linguagem da vida real. Os enigmas, em lugar de serem definitivamente resolvidos, antes deixam partes acabadas, escondendo outras por revelar. Porque “só nos lembramos daquilo que não aconteceu”, a nossa vida é uma corrida permanente de ajustes de contas, amizades improváveis, castigos injustos, paixões impossíveis.
A capacidade de confrontar a realidade com a imaginação através de um código consequente de leitura provável e a cadência narrativa envolvente das situações são o segredo do sucesso deste autor de Barcelona. Sabemos que o “Cemitério dos Livros Esquecidos” não existe…mas não vamos descansar enquanto não houver alguém que o encontre…
Artur
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
IODO - MALTA Á PORTA
Anos 80, "Incrível Almadense", vocalista Rui Madeira, Friganors, Mandrakes, Roipnois, o mundo a dar cabo de nós e aquela batida rápida, sempre a tocar...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
ACORDO ORTOGRÁFICO - MAIS EXEMPLOS
Acordo Ortográfico
Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...
Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim!!
E desta, derivam muitas outras línguas da Europa.
Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
alguns exemplos:
Em Latim; Em Francês; Em Espanhol; Em Inglês; Até em Alemão, reparem:Velho Português (o que desleixámos;)O novo Português (o importado do Brasil):
Actor; Acteur; Actor; Actor; Akteur; Actor; Ator.
Factor; Facteur; Factor; Factor; Faktor; Factor; Fator.
Tact; Tacto; Tact; Takt; Tacto Tato.
Reactor; Réacteur; Reactor; Reactor; Reaktor; Reactor; Reator.
Sector Secteur Sector Sector Sektor Sector Setor
Protector; Protecteur; Protector; Protector; Protektor; Protector; Protetor.
Selection Seléction Seleccion Selection Selecção Seleção
Exacte; Exacta; Exact; Exacto; Exato.
Baptismus; Baptême; Baptism; Baptismo; Batismo.
Exception; Excepción; Exception; Excepção; Exceção.
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
Se a origem está na Velha Europa, porque é temos que imitar os do outro lado do Atlântico.
Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Lingua de Camões.
Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...
Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim!!
E desta, derivam muitas outras línguas da Europa.
Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
alguns exemplos:
Em Latim; Em Francês; Em Espanhol; Em Inglês; Até em Alemão, reparem:Velho Português (o que desleixámos;)O novo Português (o importado do Brasil):
Actor; Acteur; Actor; Actor; Akteur; Actor; Ator.
Factor; Facteur; Factor; Factor; Faktor; Factor; Fator.
Tact; Tacto; Tact; Takt; Tacto Tato.
Reactor; Réacteur; Reactor; Reactor; Reaktor; Reactor; Reator.
Sector Secteur Sector Sector Sektor Sector Setor
Protector; Protecteur; Protector; Protector; Protektor; Protector; Protetor.
Selection Seléction Seleccion Selection Selecção Seleção
Exacte; Exacta; Exact; Exacto; Exato.
Baptismus; Baptême; Baptism; Baptismo; Batismo.
Exception; Excepción; Exception; Excepção; Exceção.
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
Se a origem está na Velha Europa, porque é temos que imitar os do outro lado do Atlântico.
Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Lingua de Camões.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
O CONTRATO GERACIONAL
De uma forma ou de outra, todas as gerações têm um acordar trágico para a vida, no momento em que começam a desempenhar a sua cidadania. Desperdiçadas em guerras, esfomeadas e sem trabalho durante crises económicas, exploradas por toda e qualquer falta de escrúpulos, sodomizadas (para usar um termo técnico) até ao fundo da dignidade, basta para isso serem novas e, portanto, mais fracas, para ficarem à mercê do egoísmo das gerações mais velhas. Os “Deolinda” não descobriram mais nada a não ser uma regra tão antiga como a sociedade humana. Todos temos reclamações a fazer, todos temos queixas a apresentar, todos temos raivas contabilizadas contra… nós mesmos. Quem abre os olhos a levar socos e pontapés, se quiser sobreviver tem que “abrir a pestana”, fechar os punhos e lutar contra tudo e todos em busca do seu lugar no mundo. A vida torna-se um imenso campo de combate que, de tão intenso e permanente, acaba por nos tornar egoístas, avarentos, malandros, numa filosofia de não deixar nada para os outros. E assim se forma esta espiral de egoísmo que esquece os velhos e explora os novos. Castigando os que castigaram e explorando porque foram explorados. Haverá legisladores e políticos teóricos que tentarão produzir leis baseadas na boa vontade e na tendência natural da bondade do “bom selvagem “ de Rousseau. Não direi que era um iludido ou sequer alguém com fraca noção da realidade. Porque também há seres humanos bons. Seres generosos, de uma consciência elevada que entendem que o mundo só pode evoluir em solidariedade, dando a mão ao próximo, ajudando em vez de criticar, ensinando em vez de exigir, ganhando o respeito dos outros de uma forma natural, autêntica. Mas esses são a ínfima minoria que não chega a lado nenhum, que pouco ou nada manda, que pouco ou nada decide.
Se pegarmos numa família de três gerações diferentes, vamos encontrar em todas um saco cheio de queixas, de mortos (e aqui digo literalmente: “mortos”) a lamentar e, principalmente, a convicção de cada uma de que no seu tempo é que era tudo pior. Dificilmente três gerações diferentes estarão de acordo em relação a quem sofreu mais, em tentar admitir qualquer tipo de sofrimento que não seja o seu.
O avô combateu na guerra colonial, o pai andou anos em trabalhos precários, o filho ouviu os “Deolinda” no Coliseu do Porto. Todos e nenhum tem razão. As pessoas boas e generosas devem ser tratadas com disponibilidade, afecto e, principalmente, respeito.
Os filhos da puta devem ser tratados como filhos da puta, sem reservas. E todas as gerações têm elementos dos dois lados.
Artur
Se pegarmos numa família de três gerações diferentes, vamos encontrar em todas um saco cheio de queixas, de mortos (e aqui digo literalmente: “mortos”) a lamentar e, principalmente, a convicção de cada uma de que no seu tempo é que era tudo pior. Dificilmente três gerações diferentes estarão de acordo em relação a quem sofreu mais, em tentar admitir qualquer tipo de sofrimento que não seja o seu.
O avô combateu na guerra colonial, o pai andou anos em trabalhos precários, o filho ouviu os “Deolinda” no Coliseu do Porto. Todos e nenhum tem razão. As pessoas boas e generosas devem ser tratadas com disponibilidade, afecto e, principalmente, respeito.
Os filhos da puta devem ser tratados como filhos da puta, sem reservas. E todas as gerações têm elementos dos dois lados.
Artur
ELES JÁ ESTÃO FARTOS
Dizes que é uma miséria veres os teus próprios filhos
transformados em vadios e drogados
- o teu orgulho de pai está ferido.
Apressas-te a culpá-los, mais à sua geração,
por não quererem alinhar na engrenagem
que eles viram esmagar o teu pobre coração.
Eles já estão fartos de saber o que tu queres deles.
Eles já estão fartos de saber quem quer vendê-los.
Eles já estão fartos de ouvir dizer: tem que ser!
E agora eles tentam viver doutra maneira qualquer.
Faz-te imensa confusão vê-los andar pelas ruas
com o olhar fixo em qualquer ponto do espaço
e umas maneiras tão diferentes das tuas.
Faz-te imensa confusão vê-los tristes e cansados.
para ti, eles não passam de uns preguiçosos,
contagiados pelas más companhias.
Eles já estão fartos de saber o que tu queres deles.
Eles já estão fartos de saber quem quer vendê-los.
Eles já estão fartos de ouvir dizer: tem que ser.
E agora, tentam viver doutra maneira qualquer.
Quem é que os levou a ser assim tão frios e indiferentes
para com os pais que tanto se esforçaram
para que eles podessem vencer toda a gente?
Quem é que os levou a ser tão ingratos e egoístas
para quem não olhou a sacrificios
para que os seus filhos dessem nas vistas?
Eles já estão fartos de saber o que tu queres deles,
Eles já estão fartos de saber quem quer vendê-los.
Eles já estão fartos de ouvir dizer: isto é assim, pá!
E agora eles tentam viver doutra maneira qualquer.
Eles já estão fartos de saber que a guerra existe.
Eles já estão fartos de saber que a Fome existe.
Eles já estão fartos de saber que a Familia existe.
Eles já estão fartos de saber que a Igreja existe.
Eles já estão fartos de saber que o Estado existe.
Eles já estão fartos de saber o que os deixam fazer.
Jorge Palma (anos 70/80 do século passado)
transformados em vadios e drogados
- o teu orgulho de pai está ferido.
Apressas-te a culpá-los, mais à sua geração,
por não quererem alinhar na engrenagem
que eles viram esmagar o teu pobre coração.
Eles já estão fartos de saber o que tu queres deles.
Eles já estão fartos de saber quem quer vendê-los.
Eles já estão fartos de ouvir dizer: tem que ser!
E agora eles tentam viver doutra maneira qualquer.
Faz-te imensa confusão vê-los andar pelas ruas
com o olhar fixo em qualquer ponto do espaço
e umas maneiras tão diferentes das tuas.
Faz-te imensa confusão vê-los tristes e cansados.
para ti, eles não passam de uns preguiçosos,
contagiados pelas más companhias.
Eles já estão fartos de saber o que tu queres deles.
Eles já estão fartos de saber quem quer vendê-los.
Eles já estão fartos de ouvir dizer: tem que ser.
E agora, tentam viver doutra maneira qualquer.
Quem é que os levou a ser assim tão frios e indiferentes
para com os pais que tanto se esforçaram
para que eles podessem vencer toda a gente?
Quem é que os levou a ser tão ingratos e egoístas
para quem não olhou a sacrificios
para que os seus filhos dessem nas vistas?
Eles já estão fartos de saber o que tu queres deles,
Eles já estão fartos de saber quem quer vendê-los.
Eles já estão fartos de ouvir dizer: isto é assim, pá!
E agora eles tentam viver doutra maneira qualquer.
Eles já estão fartos de saber que a guerra existe.
Eles já estão fartos de saber que a Fome existe.
Eles já estão fartos de saber que a Familia existe.
Eles já estão fartos de saber que a Igreja existe.
Eles já estão fartos de saber que o Estado existe.
Eles já estão fartos de saber o que os deixam fazer.
Jorge Palma (anos 70/80 do século passado)
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